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Mostrando postagens de outubro, 2010

“A Unha do Tamanduá”

Tenho uma teoria interessante sobre o porquê nos achamos os donos do mundo, é porque não temos terras nas unhas. Isso mesmo, NÃO ter terras na unhas. Quero retratar alguns fatos para buscar a afirmação ou não, da hipótese levantada. Para começar a maioria dos habitantes que moram hoje em Primavera vieram do interior de vários cantos do Brasil (que se incluam todos os grandes – leia-se “ricos”), onde um dia trabalharam na roça ou em outro serviço da “lida” interiorana diária (ainda mais interiorana que a nossa). O trabalho do mês dava para as despesas e algumas mínimas extravagâncias como comprar um refrigerante no domingo. O valor que era e que ainda é dado ao trabalho, sem dúvida nenhuma supera ao valor de hoje. E aqui em nosso El Dorado primaveril, o que aconteceu com os antigos valores? O que aconteceu com a terra nas unhas, que dá significado e importância ao trabalho? Acredito que diminuiu junto com o crescimento meteórico da conta corrente e de hectares de terras adquiridas. A so...

"Quem achará o NEMO?"

Grande parte de nós povo, simples mortais, acredita e tem esperanças que tudo será diferente depois das eleições. Que não irá mais ter queimadas, que teremos investimentos em obras e setores públicos, que os pequenos e micro empresários que são os que empregam quase 70% dos trabalhadores terão seus impostos reduzidos, que nós não teremos mais os juros que nos cobram em nossas contas mesmo não utilizando o limite (vai entender). Mas vai mudar sim, para os novos deuses da sabedoria e empreendedorismo dos dias atuais. Sim, isso mesmo, os eleitos (“manos” para os mais chegados) tem o dom de tornar simples estabelecimentos em gigantescas empresas durante o seu mandato. É uma busca através de todas as intempéries do mercado mas no final achou-se o NEMO. Sim, descobriu-se que trabalhar, pagar os impostos e ser criativo, marcas da nossa característica brasileira miscigenada, nos levar a um estado de alegria e equilíbrio, para alguns isso basta. Não basta, porque paradigmas ultrapassados ainda ...

“A ORELHA DA CORUJA”

Política é feita de acordos e desacordos, não é? Por incrível que pareça NÃO era para ser. Deveria ser algo para se posicionar ideologicamente ou não sobre algum tema ou assunto a discutir. Sempre baseado em leis ou importâncias legais ou morais como as questões, sociais, ambientais e econômicas. Quando surge alguém que expõe o seu posicionamento e o defende, é criticado. Acho que deveria ser aplaudido, mesmo que sua posição seja contra a nossa, pois ao menos definiu a sua posição. Assim, aprecio muitíssimo as idéias e posicionamentos de alguns candidatos, podemos não votar nele pelo seu posicionamento, mas outros votarão. Os que não se posicionam e ficam com as suas idéias e posicionamentos escondidos como Orelha de Coruja. Contudo, seguir as cartilhas tornou-se fator decisivo. E por isso ações e mudanças não ocorrem. Mas essas mudanças para quem nos alienou e nos transformou em gado marcado seriam interessantes? Paradigmas ultrapassados ainda comandam a maioria dos líderes, que possu...