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“A síndrome”

Temos em nosso passado e presente muitos e gloriosos feitos de nossas compatriotas brasileiros. São gigantes em políticas públicas e em formas de ajudar a população. Mas creio que isso pouco importa para a maioria de nós. Por outro lado, temos em nosso passado e presente muitos e vergonhosos feitos de compatriotas brasileiros. São medíocres em políticas públicas e em forma de ajudar a população. Mas creio que isso pouco importa para a maioria de nós. Tivemos uma juventude que tinha como lema: “Se há governo sou contra”. Lutavam por direitos e deveres, não importava quem estava no poder sempre tínhamos algo a lutar para ter ou manter. Temos hoje uma juventude que tem como lema: “Pior que ta não fica”. Não lutam por nada nem ninguém. Brigam individualmente por bobagens sem sentido e para eliminar seus deveres. E para eles nada pode abalar o seu mundo alienado atual. Nossa juventude está com uma Síndrome que alienou todos e como toda síndrome é genética, todos a sua volta estão herdando: ...

“O Espontâneo do Traíra”

E se vai mais uma caça ao poder (Nemo), encaminha-se para grandes mudanças. Contudo a busca é a mesma, só que por caminhos diferentes. Nos voltamos então a nossa busca local e primordial da procura insensata por crescimento e poder. Nossa cidade chega hoje a mais de 50 mil habitantes, e muitos acreditam ser muito mais (eu também). Precisamos arrumar lugar para todas estas pessoas morarem e sobreviverem. Quando falo em sobreviver é no sentido literal mesmo, pois este ano faltou água em nosso principal fonte de água potável da cidade o Córrego Traíra e enfrentamos um racionamento, que acredito ser o primeiro desde que a cidade foi fundada. Porque faltou água? Não temos água para todos? Faltou água por vários motivos reunidos em uma só palavra “individualismo”. Claro, porque quando se é individualista, você consegue o que quer passando por cima de tudo e todos que cruzarem o seu caminho. Contudo, chegará a um limite, e isso sempre ocorre. E quem acaba sendo prejudicado? Os outros que estã...

“A Unha do Tamanduá”

Tenho uma teoria interessante sobre o porquê nos achamos os donos do mundo, é porque não temos terras nas unhas. Isso mesmo, NÃO ter terras na unhas. Quero retratar alguns fatos para buscar a afirmação ou não, da hipótese levantada. Para começar a maioria dos habitantes que moram hoje em Primavera vieram do interior de vários cantos do Brasil (que se incluam todos os grandes – leia-se “ricos”), onde um dia trabalharam na roça ou em outro serviço da “lida” interiorana diária (ainda mais interiorana que a nossa). O trabalho do mês dava para as despesas e algumas mínimas extravagâncias como comprar um refrigerante no domingo. O valor que era e que ainda é dado ao trabalho, sem dúvida nenhuma supera ao valor de hoje. E aqui em nosso El Dorado primaveril, o que aconteceu com os antigos valores? O que aconteceu com a terra nas unhas, que dá significado e importância ao trabalho? Acredito que diminuiu junto com o crescimento meteórico da conta corrente e de hectares de terras adquiridas. A so...

"Quem achará o NEMO?"

Grande parte de nós povo, simples mortais, acredita e tem esperanças que tudo será diferente depois das eleições. Que não irá mais ter queimadas, que teremos investimentos em obras e setores públicos, que os pequenos e micro empresários que são os que empregam quase 70% dos trabalhadores terão seus impostos reduzidos, que nós não teremos mais os juros que nos cobram em nossas contas mesmo não utilizando o limite (vai entender). Mas vai mudar sim, para os novos deuses da sabedoria e empreendedorismo dos dias atuais. Sim, isso mesmo, os eleitos (“manos” para os mais chegados) tem o dom de tornar simples estabelecimentos em gigantescas empresas durante o seu mandato. É uma busca através de todas as intempéries do mercado mas no final achou-se o NEMO. Sim, descobriu-se que trabalhar, pagar os impostos e ser criativo, marcas da nossa característica brasileira miscigenada, nos levar a um estado de alegria e equilíbrio, para alguns isso basta. Não basta, porque paradigmas ultrapassados ainda ...

“A ORELHA DA CORUJA”

Política é feita de acordos e desacordos, não é? Por incrível que pareça NÃO era para ser. Deveria ser algo para se posicionar ideologicamente ou não sobre algum tema ou assunto a discutir. Sempre baseado em leis ou importâncias legais ou morais como as questões, sociais, ambientais e econômicas. Quando surge alguém que expõe o seu posicionamento e o defende, é criticado. Acho que deveria ser aplaudido, mesmo que sua posição seja contra a nossa, pois ao menos definiu a sua posição. Assim, aprecio muitíssimo as idéias e posicionamentos de alguns candidatos, podemos não votar nele pelo seu posicionamento, mas outros votarão. Os que não se posicionam e ficam com as suas idéias e posicionamentos escondidos como Orelha de Coruja. Contudo, seguir as cartilhas tornou-se fator decisivo. E por isso ações e mudanças não ocorrem. Mas essas mudanças para quem nos alienou e nos transformou em gado marcado seriam interessantes? Paradigmas ultrapassados ainda comandam a maioria dos líderes, que possu...

"Dos Outros"

Algo de errado ocorre.... Levantamos e dormimos nestas últimas semanas vendo cenas européias e serranas. Uma névoa linda, cortante, seus movimentos sutis trazem embriagues a nossa visão e as lembranças ou sonhos afloram. Ao fundo de nossos planaltos contemplamos uma maravilhosa cortina de névoa esvoaçante e misteriosa. Meche com nosso íntimo e os mais profundos pensamentos de onde vem essa aventureira e arrebatadora névoa capaz de conter até o sol. Alguns dizem que as chuvas irão afastá-la? Outros dizem que as chuvas é que a trouxe. Mas o certo é que ela está lá, dia após dia, noite após noite nos observando e nos testando. A espera de algo, lá está ela, imponente e aqui estamos nós impotentes. Não adianta nos esconder ou procurá-la, não é você que acha, ela o achará. Em qualquer lugar. Talvez “ela” seja um reflexo de desejos íntimos, o de sermos europeus e fingirmos que somos superiores. A imponência mascarada de atividades onde os louros da vitória são a custa de suor e sangue não re...

“Possibilidades para mudar”

O pensamento abaixo foi ESCRITO POR ADRIAN ROGERS NO ANO DE 1931 ! E me foi enviada por um grande amigo. Vale a pena refletir. "É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade. Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber. O governo não pode dar para alguém aquilo que não tira de outro alguém. Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação. É impossível multiplicar riqueza dividindo-a." Ontem ouvi um artista dizendo a centenas de jovens “vejam suas bênçãos, podem andar, ouvir, ver e ser livre. Porém fazem tudo na sua vida dizendo QUE BOSTA”. Porque será que nossos jovens agem assim? Vivemos uma crise de valores. Devido a falta de valores sócio-ambientais nossas vida...