“VISÕES AO MUNDO ”
A humanidade encontra-se em uma encruzilhada histórica: continuar com a mania de crescimento ou apostar em uma sociedade sustentável com uma orientação ecológica? A primeira escolha, baseia-se na continuação do crescimento econômico, sem se preocupar como o depois.
No cenário da sociedade sustentável o contínuo crescimento econômico dos países industrializados não melhora as condições de vida dos países pobres ou a situação ambiental.
A crescente preocupação com a preservação do meio ambiente e a insistência em alcançar uma sociedade sustentável, expressa de alguma forma uma profunda crise que abala nossa visão de mundo, nossos valores e idéias, e sobretudo nossa fé no crescimento econômico. Soma-se ainda, a incapacidade da macroeconomia de incorporar as preocupações de ordem social e ambiental. O pensamento econômico dominante mostra uma clara separação entre a economia e os demais espaços sociais, incluindo o meio ambiente, a natureza e os recursos naturais.
Vejam, não é por acaso que há pouca ou nenhuma preocupação dos governos em conhecer e resolver os graves problemas sociais, como o desemprego, ocasionados pela implementação de medidas anti-inflacionárias ou propor programas que visem a superação dos desequilíbrios ambientais.
Estamos experimentando diversas transições. Algumas relacionadas com os recursos naturais, outras com valores e idéias culturais; algumas podem ser consideradas como transições periódicas e outras ocorrem dentro de padrões de ascensão-e-queda. Entre essas transições Capra (1994: p.26) destaca três: A primeira refere-se ao declínio do patriarcado; a segunda refere-se ao declínio "da era do combustível fóssil" e, a terceira é a mudança de paradigma nas ciências.. A mudança de paradigma significa uma mudança profunda de valores e idéias que conformam nossa visão da realidade.
Assim, A ênfase dada ao pensamento racional em nossa cultura está sintetizada no célebre enunciado de Descartes, 'Cogito, ergo sum' -`Penso, logo existo'-,o que encorajou eficazmente os indivíduos ocidentais a equiparem sua identidade com sua mente racional e não com seu organismo total.
Crescemos e construímos uma sociedade baseada em um pensamento consumista. Agora notamos que algo está errado e comprometido em nosso meio ambiente. Mas como conseguiremos fazer com que a macroeconomia atente para o fato? Se não damos valor econômico aos recursos naturais, que estão preservados obviamente.
Por exemplo: uma floresta que não foi cortada fornece realmente serviços econômicos para as pessoas, quais sejam, a conservação do solo, a limpeza do ar e da água, o fornecimento de habitat para os seres que nela vivem e o apoio a atividades recreacionais. Entretanto, na forma como se obtém atualmente o Produto Nacional Bruto calcula-se apenas o valor da madeira extraída no total.
Mudaremos ou não a nossa visão?
No cenário da sociedade sustentável o contínuo crescimento econômico dos países industrializados não melhora as condições de vida dos países pobres ou a situação ambiental.
A crescente preocupação com a preservação do meio ambiente e a insistência em alcançar uma sociedade sustentável, expressa de alguma forma uma profunda crise que abala nossa visão de mundo, nossos valores e idéias, e sobretudo nossa fé no crescimento econômico. Soma-se ainda, a incapacidade da macroeconomia de incorporar as preocupações de ordem social e ambiental. O pensamento econômico dominante mostra uma clara separação entre a economia e os demais espaços sociais, incluindo o meio ambiente, a natureza e os recursos naturais.
Vejam, não é por acaso que há pouca ou nenhuma preocupação dos governos em conhecer e resolver os graves problemas sociais, como o desemprego, ocasionados pela implementação de medidas anti-inflacionárias ou propor programas que visem a superação dos desequilíbrios ambientais.
Estamos experimentando diversas transições. Algumas relacionadas com os recursos naturais, outras com valores e idéias culturais; algumas podem ser consideradas como transições periódicas e outras ocorrem dentro de padrões de ascensão-e-queda. Entre essas transições Capra (1994: p.26) destaca três: A primeira refere-se ao declínio do patriarcado; a segunda refere-se ao declínio "da era do combustível fóssil" e, a terceira é a mudança de paradigma nas ciências.. A mudança de paradigma significa uma mudança profunda de valores e idéias que conformam nossa visão da realidade.
Assim, A ênfase dada ao pensamento racional em nossa cultura está sintetizada no célebre enunciado de Descartes, 'Cogito, ergo sum' -`Penso, logo existo'-,o que encorajou eficazmente os indivíduos ocidentais a equiparem sua identidade com sua mente racional e não com seu organismo total.
Crescemos e construímos uma sociedade baseada em um pensamento consumista. Agora notamos que algo está errado e comprometido em nosso meio ambiente. Mas como conseguiremos fazer com que a macroeconomia atente para o fato? Se não damos valor econômico aos recursos naturais, que estão preservados obviamente.
Por exemplo: uma floresta que não foi cortada fornece realmente serviços econômicos para as pessoas, quais sejam, a conservação do solo, a limpeza do ar e da água, o fornecimento de habitat para os seres que nela vivem e o apoio a atividades recreacionais. Entretanto, na forma como se obtém atualmente o Produto Nacional Bruto calcula-se apenas o valor da madeira extraída no total.
Mudaremos ou não a nossa visão?
Prof. Andrei Mello
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