“A ECONOMIA DO DOMÍNIO”
Sempre que podemos produzimos informações importantes para
o desenvolvimento da vida. Mas por incrível que pareça pensamos além da vida do
Homo sapiens – humano. Temos milhares
de motivos para trabalhar com esse intuito, mas um traz mais pontualidade - não
existiríamos, não sobreviveríamos e não manteremos a nossa vida sem que a
preservação da vida selvagem ocorra.
Um grande atrevimento para com a NOSSA vida é não pensar e
não acreditar que dependemos do meio ambiente para viver. Olhe por um momento a
sua volta, reflita, de onde veio a matéria prima para fazer “tudo” o que os seus olhos enxergam?
São recursos naturais, já escassos para tanto consumo.
Algo
que mexe com muitas pessoas é ser questionado sobre as grandes monoculturas,
gigantescas áreas de produção de gado e áreas de extração de minerais. Um fato
concreto é que as monoculturas e os bois de larga escala estão terminando com
os recursos do solo, da água e biológicos. Outro fato que incomoda é
questionarmos para que ampliar as terras produtivas se desperdiçamos 20% a 40 %
da produção alimentícia.
Certamente, isso, nossos
representantes políticos (dentre eles nosso governador) estão discutindo junto aos
nortes americanos. Talvez se explicando. Pois o Mato Grosso é o estado que mais
afeta e destrói o meio ambiente.
Nosso líder estadual
disse algo que deve ser ampliado em proporções colossais, “no país ainda existe mais de 60 milhões de hectares a serem
abertos à produção agrícola, em regiões que não sejam a Amazônia, como o
Cerrado, por exemplo”. Um belo
discurso a se dizer num Fórum Mundial de Desenvolvimento Sustentável. Claro que
deve ter ocorrido um erro na agenda do governador, ou deve ter lido apenas
Desenvolvimento Econômico (disso ele entende, e as custas da natureza), pois
claramente ele não deveria estar lá.
Nos fazer crer que essas
grandes áreas são para produzir comida boa e barata para nós brasileiros. Bom,
agora coloquem o nariz de palhaço e dêem piruetas. Temos em nossas casas óleos
que são rejeitados, ou seja, de segunda, tomamos somente o resíduo do café,
comemos carne de bois que possuem muito menos controle do que os exportados,
batatas e tomates cheios de venenos. Além do desperdício. Não vou nem lembrar
das toneladas de venenos (defensivos agrícolas) que são despejadas e diga-se de
passagem, incorretamente.
Neste ponto, devemos
parar e lembrar que o Cerrado é o segundo maior Bioma do Brasil, representando
cerca de 20% da área total e que as águas do Pantanal e a bacia
Araguaia-Tocantins saem do Cerrado. Este local onde o governador enxerga campos
sujos, com uma ou duas arvorezinhas é a nossa casa, é onde moramos, é de onde
vem a água que bebemos, ela não vem importada é claro, o ar que respiramos também
não é estrangeiro, a vida que vivemos aqui é só por hoje depois vamos todos
para outro lugar. Se alguém puder dizer onde, por favor, me avisem.
Mas antes de tudo, o
crescimento da agricultura deveria ser sustentado, dependente da preservação
dos recursos naturais e do meio ambiente, e do aumento contínuo e eficiente da
produção. Depende de uma rede de relações que conecte sustentabilidade com
produtividade. A preocupação básica com o aumento contínuo e eficiente da
produção deveria estar associada com a preocupação em evitar a destruição dos
recursos naturais e a deterioração do meio ambiente.
Podemos sim ter
solução, o que falta é interesse. Quem sabe quando nós e nossos filhos vivermos
crises econômicas e ecológicas nunca
antes vista (eu não copiei do ex-presidente). Será mesmo que teremos
que esperar ou está acontecendo?
Prof. Andrei Mello
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